A síndrome de Asperger, assim como o autismo, pertence a uma família de transtornos de neurodesenvolvimento em que pode haver prejuízo de processos de socialização, comunicação e aprendizado.

Essa síndrome foi abordada pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) em sua quarta edição, em 1994. Nesse manual, autismo e síndrome de Asperger eram condições relacionadas, mas distintas.19 anos depois, em 2013, o DSM-V mudou isso.

Agora, segundo as alterações da quinta edição do manual, esses distúrbios são classificados como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Em outras palavras, isso significa que a síndrome de Asperger passou a ser vista pelos médicos como uma forma mais branda do autismo.

Neste post, vamos entender um pouco mais sobre esses transtornos e quais são os principais cuidados que devem ser tomados.

O que mudou depois da alteração de autismo para TEA no DSM-V?

A Associação Americana de Psiquiatria percebeu que os pacientes acometidos pelo autismo e pela síndrome de Asperger apresentam comportamentos em comum. Por conta disso, classificar os dois dentro de um espectro é mais apropriado do que abordá-los de forma distinta, ou seja, são formas mais ou menos graves de uma mesma síndrome.

Na prática, não mudou muita coisa, pois o tratamento e a avaliação ainda são as mesmas: um programa pedagógico com o apoio de diferentes profissionais, buscando a reabilitação do paciente em diversos aspectos — diante desse cenário, é muito importante saber escolher uma escola que atenda às necessidades do seu filho.

Quais são as principais características do Transtorno do Espectro do Autismo?

De modo geral, a principal diferença está no desenvolvimento cognitivo e de linguagem adequado nas formas mais brandas do TEA. A linguagem está preservada na síndrome de Asperger e a pessoa acometida pela síndrome costuma ser identificada como muito inteligente pelos colegas e familiares. Já nos pacientes mais graves, com autismo, o diagnóstico pode ser feito mesmo antes dos 3 anos, dados os problemas de cognição e linguagem.

Quanto aos sintomas comuns, normalmente a dificuldade de criar ou manter relações sociais é o mais marcante. Além disso, também há estabelecimento de rotinas e insistência em mantê-las, capacidade limitada de empatia, dificuldade de compreensão de comportamentos não verbais e interesses restritos.

Geralmente, o paciente acometido por formas brandas da TEA (ou pela síndrome de Asperger) é capaz de se tornar um adulto independente, estudar, se formar e até casar, dependendo da gravidade da síndrome. Por isso, é muito importante permitir que ele persiga seus interesses, dando a ele apoio quando necessário.

Como cuidar do meu filho portador de TEA?

As crianças desenvolvem aos poucos a capacidade de entender as metáforas, mas o portador de TEA apresenta grande dificuldade de entendimento de figuras de linguagem. Por isso, ao perguntar, pedir ou conversar com seu filho, seja específico, evitando ambiguidade, usando termos simples e claros.

Além disso, é muito importante evitar o sarcasmo, a ironia, entender e aceitar as limitações da criança. Assim, não espere nem exija que ela te olhe nos olhos ou responda prontamente a uma ordem ou pergunta.

É preciso conhecer as dificuldades da TEA, seja da síndrome de Asperger ou do autismo, e entender que elas são oriundas de seu processo de neurodesenvolvimento. Seja paciente, dê a ele o tempo que precisar e o ame muito, pois é isso que toda criança precisa!

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